sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Descoberto
Ela perguntou se ele era tímido. Foi como se dissesse pro Super-Homem "oi, Clark, tudo bem?". Ele se sentiu nu e passou a vida inteiro sendo tímido na frente dela. Tremendo até, às vezes.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Pergunta
O que fazia a minha ex-namorada beijando a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) no sonho que sonhei hoje de manhã?
Fróid... ressussita e me explica, por favor!
Fróid... ressussita e me explica, por favor!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
Lembrança perdida
Ele quer pedir desculpas. Sabe que errou, sabe que estragou tudo. Mede as palavras, quer que a garota o perdoe. Não necessariamente para ficarem juntos, mas para tirar aquele peso da consciência. Afinal, eles estavam saindo juntos há meses e o cara não teve dúvidas na hora de deixar a menina chorando num canto da balada de duas noites antes e aceitar a cerveja oferecida por outra. E depois da cerveja os beijos, as carícias e a fuga para casa, na frente dela. Não estava inteiramente arrependido, mas sabe que errou, que estragou tudo. Por isso, palavras medidas, um desejo de ser perdoado. Fala, gesticula, teoriza. A garota apenas ouve tudo e encerra o diálogo.
- Porra, Upiara. Nem cafajeste tu sabe ser, porque se soubesse não tava aqui me falando merda...
- Porra, Upiara. Nem cafajeste tu sabe ser, porque se soubesse não tava aqui me falando merda...
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Confusão
Quando ela disse que ia fazer comigo coisas que nunca ninguém tinha feito, eu não poderia imaginar que estava se referindo a me pedir a escova de dentes emprestada...
terça-feira, 20 de novembro de 2007
No parque
Na primeira semana do Curso do Estadão, que fiz em 2004, mandaram os trinta alunos passear no Parque do Ibirapuera. O texto que saiu, tá logo abaixo. Foi o que mais gostei de escrever naqueles três meses. É, bateu uma nostalgia.
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Zulmira Santos Faustino tinha 14 anos quando foi à inauguração do Parque Ibirapuera, em 21 de agosto de 1954, durante as comemorações do aniversário de 400 anos da cidade de São Paulo. Desde então, nunca deixou de freqüentar o parque, que, garante, "sempre foi um lugar gostoso assim". Ela é apenas uma das milhares de pessoas que semanalmente vão ao Ibirapuera e transformam seus 1,1 milhão de metros quadrados numa das mais freqüentes opções de lazer do paulistano.
O número de visitantes chega a 130 mil pessoas aos domingos. Mas dona Zulmira, 64 anos, prefere vir em dias de semana, quando a média de público cai para 20 mil pessoas e ela pode tranqüilamente comer seu pão com mortadela enquanto vê os sobrinhos se divertirem nos brinquedos do parque. Adora o lugar e se não fosse tão longe - mora em Interlagos -, chegaria às seis da manhã para só ir embora à noite. Não reclama de nada, só acha que o parque poderia ter mais lanchonetes, banheiros e balanços. "E balanço pra velho também", revela sorrindo, com uma pontinha de inveja dos sobrinhos.
Quem ainda tem idade, aproveita o quanto pode. Edineide Félix Andrezza, 40 anos, reservou o final de semana prolongado para apresentar o Parque Ibirapuera ao filho Lucas, no dia em que ele completava 3 anos. Ela e o marido vieram de carro, trazendo bola, bolo, bicicleta e tudo o que menino tinha direito. Valeu a pena. O garoto gostou tanto do passeio que a família promete vir mais vezes. No mínimo com a mesma assiduidade que Edineide costumava vir ao Ibirapuera antes de se casar.
Como Edineide, 19% dos freqüentadores vão ao parque com a família. Alguns deles, só depois de muita insistência, como no caso do casal Joseílton e Ione Lira. Ela gosta de vir e trazer a filha, mas o marido tem preguiça de sair de casa nos finais de semana. No domingo, ela não só conseguiu tirar Joseílton de casa, como convenceu a mãe, Marizete Cardoso, 58 anos, a vir ao Ibirapuera pela primeira vez. Foram pela manhã, levaram comida de casa e se dependesse de Ione, ficariam no parque até o entardecer. "Tudo isso?", espantou-se Joseílton quando soube das intenções da esposa.
Mas nem todos vão ao parque a passeio. O pernambucano Francisco Geraldo dos Santos, o seu Chico, tem 48 anos e é vendedor ambulante no Ibirapuera há 20. É um dos 200 ambulantes cadastrados pela administração do parque e é o mais antigo de todos. O maior orgulho de seu Chico é a clientela que conquistou em todos esses anos em que trabalha no parque. Gente que passa por dezenas de ambulantes e faz questão de comprar com ele. "É por isso que faça chuva, faça sol, eu tô aqui todo dia", garante.
Seu Chico conta que começou a trabalhar no Ibirapuera na época em que Mário Covas era o prefeito de São Paulo - o último que foi indicado pelo governador do Estado em vez de eleito pelos paulistanos. Na época, ele apenas freqüentava o parque e via os ambulantes correndo da fiscalização com as mercadorias. A repressão aos ambulantes era forte na época, mas mesmo assim ele resolveu tentar a sorte também. Aos poucos foi se estabelecendo e a repressão afrouxando até acabar, na gestão do prefeito Paulo Maluf. Mesmo assim, se depender do voto de seu Chico, o ex-prefeito não volta ao Palácio das Indústrias. "Maluf nunca mais", revela o ambulante.
Hoje em dia não há repressão aos ambulantes - com exceção dos que tentam vender bebida alcoólica - e além do cadastro informal da administração do parque, 107 deles formam uma cooperativa. Assim como seu Chico, faz parte da cooperativa a também pernambucana Zilda Maria de Oliveira, que está em São Paulo há 25 anos e trabalha no parque há dez. Ao contrário do colega, ela prefere trabalhar apenas nos domingos e feriados. Mora no Jardim Jacira e precisa acordar às cinco da manhã para chegar no Ibirapuera às nove. Deixa o parque ao entardecer. Trabalha junto com a filha de 17 anos que "herdou" o carrinho deixado pelo marido, que morreu há um ano. Zilda gosta de trabalhar no parque. Tira R$ 400,00 por mês, além da satisfação. "É um divertimento. Trabalho e vejo um monte de coisa. Nem me imagino largando isso aqui".
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Zulmira Santos Faustino tinha 14 anos quando foi à inauguração do Parque Ibirapuera, em 21 de agosto de 1954, durante as comemorações do aniversário de 400 anos da cidade de São Paulo. Desde então, nunca deixou de freqüentar o parque, que, garante, "sempre foi um lugar gostoso assim". Ela é apenas uma das milhares de pessoas que semanalmente vão ao Ibirapuera e transformam seus 1,1 milhão de metros quadrados numa das mais freqüentes opções de lazer do paulistano.
O número de visitantes chega a 130 mil pessoas aos domingos. Mas dona Zulmira, 64 anos, prefere vir em dias de semana, quando a média de público cai para 20 mil pessoas e ela pode tranqüilamente comer seu pão com mortadela enquanto vê os sobrinhos se divertirem nos brinquedos do parque. Adora o lugar e se não fosse tão longe - mora em Interlagos -, chegaria às seis da manhã para só ir embora à noite. Não reclama de nada, só acha que o parque poderia ter mais lanchonetes, banheiros e balanços. "E balanço pra velho também", revela sorrindo, com uma pontinha de inveja dos sobrinhos.
Quem ainda tem idade, aproveita o quanto pode. Edineide Félix Andrezza, 40 anos, reservou o final de semana prolongado para apresentar o Parque Ibirapuera ao filho Lucas, no dia em que ele completava 3 anos. Ela e o marido vieram de carro, trazendo bola, bolo, bicicleta e tudo o que menino tinha direito. Valeu a pena. O garoto gostou tanto do passeio que a família promete vir mais vezes. No mínimo com a mesma assiduidade que Edineide costumava vir ao Ibirapuera antes de se casar.
Como Edineide, 19% dos freqüentadores vão ao parque com a família. Alguns deles, só depois de muita insistência, como no caso do casal Joseílton e Ione Lira. Ela gosta de vir e trazer a filha, mas o marido tem preguiça de sair de casa nos finais de semana. No domingo, ela não só conseguiu tirar Joseílton de casa, como convenceu a mãe, Marizete Cardoso, 58 anos, a vir ao Ibirapuera pela primeira vez. Foram pela manhã, levaram comida de casa e se dependesse de Ione, ficariam no parque até o entardecer. "Tudo isso?", espantou-se Joseílton quando soube das intenções da esposa.
Mas nem todos vão ao parque a passeio. O pernambucano Francisco Geraldo dos Santos, o seu Chico, tem 48 anos e é vendedor ambulante no Ibirapuera há 20. É um dos 200 ambulantes cadastrados pela administração do parque e é o mais antigo de todos. O maior orgulho de seu Chico é a clientela que conquistou em todos esses anos em que trabalha no parque. Gente que passa por dezenas de ambulantes e faz questão de comprar com ele. "É por isso que faça chuva, faça sol, eu tô aqui todo dia", garante.
Seu Chico conta que começou a trabalhar no Ibirapuera na época em que Mário Covas era o prefeito de São Paulo - o último que foi indicado pelo governador do Estado em vez de eleito pelos paulistanos. Na época, ele apenas freqüentava o parque e via os ambulantes correndo da fiscalização com as mercadorias. A repressão aos ambulantes era forte na época, mas mesmo assim ele resolveu tentar a sorte também. Aos poucos foi se estabelecendo e a repressão afrouxando até acabar, na gestão do prefeito Paulo Maluf. Mesmo assim, se depender do voto de seu Chico, o ex-prefeito não volta ao Palácio das Indústrias. "Maluf nunca mais", revela o ambulante.
Hoje em dia não há repressão aos ambulantes - com exceção dos que tentam vender bebida alcoólica - e além do cadastro informal da administração do parque, 107 deles formam uma cooperativa. Assim como seu Chico, faz parte da cooperativa a também pernambucana Zilda Maria de Oliveira, que está em São Paulo há 25 anos e trabalha no parque há dez. Ao contrário do colega, ela prefere trabalhar apenas nos domingos e feriados. Mora no Jardim Jacira e precisa acordar às cinco da manhã para chegar no Ibirapuera às nove. Deixa o parque ao entardecer. Trabalha junto com a filha de 17 anos que "herdou" o carrinho deixado pelo marido, que morreu há um ano. Zilda gosta de trabalhar no parque. Tira R$ 400,00 por mês, além da satisfação. "É um divertimento. Trabalho e vejo um monte de coisa. Nem me imagino largando isso aqui".
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Sonho 02
Estava almoçando em um restaurante qualquer, parecido com esses que ficam perto do jornal. Comi, bebi um suco de laranja - estranho isso. Na hora de pagar a conta, o dono do restaurante veio pra perto de mim, me deixando encurralado. Queria sair, não conseguia, segurava a comanda, entregava pra ele, que não pegava. Até que ele disse, agressivo, dedo em riste:
- Tu nunca mais olha para a minha mulher daquele jeito!
Mas que mulher? Não fazia idéia de sobre quem estava falando ou pudesse ser, mas ele continuou...
- Ela veio me falar agora e exigiu que eu fizesse alguma coisa... se tu olhar pra ela te novo, vou quebrar tua a cara.
O bicho era enorme e pouco afeito ao diálogo. Disse para ele pelo menos apontar para a mulher, para eu saber quem era - mas a sugestão só o deixou mais irritado. Por sorte, acordei nesse momento.
Pelas dúvidas, preferi almoçar em casa.
Poxa. Logo eu, que nem olho para mulheres comprometidas...
- Tu nunca mais olha para a minha mulher daquele jeito!
Mas que mulher? Não fazia idéia de sobre quem estava falando ou pudesse ser, mas ele continuou...
- Ela veio me falar agora e exigiu que eu fizesse alguma coisa... se tu olhar pra ela te novo, vou quebrar tua a cara.
O bicho era enorme e pouco afeito ao diálogo. Disse para ele pelo menos apontar para a mulher, para eu saber quem era - mas a sugestão só o deixou mais irritado. Por sorte, acordei nesse momento.
Pelas dúvidas, preferi almoçar em casa.
Poxa. Logo eu, que nem olho para mulheres comprometidas...
Sonho 01
Hoje sonhei que roubava moedas de um ceguinho na rua. Não foi tão feio quanto parece. Na verdade, um engano. Apenas vi aquelas moedas de 50 centavos e um real espalhadas pela calçada e peguei algumas. Não sei porque não peguei todas, juntei só um punhado e continuei andando. Três passos depois, percebi o cego com o cartaz. Segui em frente. Até pensei em voltar e devolver, mas vai que ele via alguma coisa...
Corrente pra frente
Recebi o desafio da Gatta, que recebeu de alguém e etc. A brincadeira é a seguinte:
1º) Pegue um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2º) Abra-o na página 161;
3º) Procure a 5ª frase completa;
4º) Poste essa frase no seu blog;
5º) Não escolha a melhor frase nem o melhor livro;
6º) Repasse para outros 5 blogs.
Por sorte o pc está perto dos livros, foi só fechar os olhos e estender a mão esquerda. O que veio foi:
"Sentados no muro, Conde, Magro e o Coelho davam cabo de suas provisões de rum."
Adeus, Hemingway, de Leonardo Padura Fuentes.
Juro que não escolhi...
Agora, o abacaxi vai para:
- Desabafos regados a Marlboro e Coca-cola
- Fidèle en moi
- ...tanto faz...
- I.N.C.O.N.S.T.A.N.T.E
- Verde Velma
quando eles lembrarem de dar uma passadinha por aqui, claro...
1º) Pegue um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2º) Abra-o na página 161;
3º) Procure a 5ª frase completa;
4º) Poste essa frase no seu blog;
5º) Não escolha a melhor frase nem o melhor livro;
6º) Repasse para outros 5 blogs.
Por sorte o pc está perto dos livros, foi só fechar os olhos e estender a mão esquerda. O que veio foi:
"Sentados no muro, Conde, Magro e o Coelho davam cabo de suas provisões de rum."
Adeus, Hemingway, de Leonardo Padura Fuentes.
Juro que não escolhi...
Agora, o abacaxi vai para:
- Desabafos regados a Marlboro e Coca-cola
- Fidèle en moi
- ...tanto faz...
- I.N.C.O.N.S.T.A.N.T.E
- Verde Velma
quando eles lembrarem de dar uma passadinha por aqui, claro...
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Meu canto é de despedida
Há cerca de um ano e dez meses, eu voltava à Ilha de Santa Catarina depois de uma tentativa frustrada de iniciar em São Paulo uma carreira profissional. Uma querida amiga trabalhava na sucursal da capital catarinense de um jornal com sede no interior do estado. Ela estava indo embora e perguntou se eu queria que me indicasse para a vaga que abriria. Titubeei um pouco – sem motivo –, mas disse sim, marquei uma entrevista e uma semana depois estava correndo atrás de pautas para o jornal A Notícia. Mais precisamente para o caderno AN Capital.
Isso foi em janeiro de 2006 – ano que encerrei entrevistando o governador reeleito para a edição do primeiro dia de 2007. Tudo aconteceu muito rápido. Buracos de rua, falta de luz em bairro distante, torneios de futebol amador, campeonatos de surfe amador, de surfe profissional, muito esporte, figueirense e avaí – no estádio ou no radinho a pilha –, vereadores, prefeitos, deputados, governador. Meu nome é Upiara, sou repórter de política do jornal A Notícia. Eu achei que soava bem.
O ano de 2007 seguiu no mesmo curso. E, agora, esse curso conduz à sede do jornal, a Joinville. Para continuar dizendo que sou repórter de política do AN. A cidade ainda é uma incógnita, mas o trabalho e os colegas, nem tanto. Fizeram parte dos motivos para dizer sim ao convite. O principal é o alarmezinho apitando há alguns meses para avisar que é hora de partir, de arriscar. Então vou, com frio na barriga semelhante ao de paixão nova.
Para poder fazer a comparação, precisei relembrar como é bom frio na barriga por paixão nova. Obrigado, bonita.
Isso foi em janeiro de 2006 – ano que encerrei entrevistando o governador reeleito para a edição do primeiro dia de 2007. Tudo aconteceu muito rápido. Buracos de rua, falta de luz em bairro distante, torneios de futebol amador, campeonatos de surfe amador, de surfe profissional, muito esporte, figueirense e avaí – no estádio ou no radinho a pilha –, vereadores, prefeitos, deputados, governador. Meu nome é Upiara, sou repórter de política do jornal A Notícia. Eu achei que soava bem.
O ano de 2007 seguiu no mesmo curso. E, agora, esse curso conduz à sede do jornal, a Joinville. Para continuar dizendo que sou repórter de política do AN. A cidade ainda é uma incógnita, mas o trabalho e os colegas, nem tanto. Fizeram parte dos motivos para dizer sim ao convite. O principal é o alarmezinho apitando há alguns meses para avisar que é hora de partir, de arriscar. Então vou, com frio na barriga semelhante ao de paixão nova.
Para poder fazer a comparação, precisei relembrar como é bom frio na barriga por paixão nova. Obrigado, bonita.
diálogo perdido
moça que eu não conheço direito@hotmail.com diz:
estava aki olhando as musicas q vc esta ouvindo
moça que eu não conheço direito@hotmail.com diz:
tem um gosto incomum nao?
Upiara diz:
espero q sim =)
estava aki olhando as musicas q vc esta ouvindo
moça que eu não conheço direito@hotmail.com diz:
tem um gosto incomum nao?
Upiara diz:
espero q sim =)
sábado, 10 de novembro de 2007
sábado, 3 de novembro de 2007
As coisas como não lembro
Houve noites em que voltar para casa de manhã cedo, com um zumbido nos ouvidos, o nome e o telefone da menina escritos num pedaço rasgado de flyer e a lembrança de três refrãos era o bastante. Ficaram em algum lugar, não lembro onde deixei. Talvez na esquina da augusta com a paulista, num trecho da avenida hercílio luz ou num bar que já nem existe mais. Até porque ninguém mais quer o telefone de ninguém.
- Eu tô na comunidade da festa, me adiciona.
Não, a culpa não é da web 2.0. Pelo menos não só dela. Também não é dos djs, que não tocam mais take me out, nem das festas que teimam em acabar antes de amanhecer. Talvez a culpa seja justamente da memória afetiva, que me faz acreditar que aquelas manhãs – voltando a pé pra casa com sol no rosto, fedendo a fumaça, andando sozinho numa cidade que não era minha e com um número de telefone no bolso que nunca seria chamado – me bastavam.
Hoje sei que não bastam. Mas estarei lá, para dar um beijo e um abraço no espírito do natal passado.
Wonka Kinda Rock
Casarão – Praça XV - Fpolis
R$ 5 até a meia-noite, R$ 7 depois
promessa de alguns refrãos
- Eu tô na comunidade da festa, me adiciona.
Não, a culpa não é da web 2.0. Pelo menos não só dela. Também não é dos djs, que não tocam mais take me out, nem das festas que teimam em acabar antes de amanhecer. Talvez a culpa seja justamente da memória afetiva, que me faz acreditar que aquelas manhãs – voltando a pé pra casa com sol no rosto, fedendo a fumaça, andando sozinho numa cidade que não era minha e com um número de telefone no bolso que nunca seria chamado – me bastavam.
Hoje sei que não bastam. Mas estarei lá, para dar um beijo e um abraço no espírito do natal passado.
Wonka Kinda Rock
Casarão – Praça XV - Fpolis
R$ 5 até a meia-noite, R$ 7 depois
promessa de alguns refrãos
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
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