terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Diálogo em sonho de junho, revisitado

Na primeira vez em que nos vimos, tudo não passou de um flerte rápido. Dois ou três sorrisos trocados. Na segunda, foi diferente. Em minutos estávamos correndo pelas ruas, juntos, de mãos dadas, assistindo ao mágico que se apresentava na calçada, bebendo no bar da esquina. Logo depois, dentro de uma barraca vermelha, ela interrompe um beijo de forma abrupta, se afasta um pouco e diz:

- Você não acha que a gente vai casar agora, né?
- Claro que vamos casar! Aquele mágico que fez o truque das cartas vai ser o padre. O garçom e a garçonete do bar da esquina vão ser os padrinhos...

Ela gargalha, aceita, me beija e eu acordo...

Sem aviso

com aquela mesma caneta bic,
aquela de tinta roxa
que deixou marcas que não existem mais
escrevi meu nome no teu corpo
uma, duas, três, sete vezes
e outras tantas mais

com aquela mesma caneta bic,
aquela de tinta roxa
deixei você me marcar seu nome
uma, duas, três, sete vezes
e outras tantas mais

incontáveis, sobrepostos
os nomes, o suor, a tinta, o desejo
um borrão roxo, único
e que se foi todo pelo ralo

como sempre, como nunca

Pois é

Entre eu e ela, o blues velvet...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Relance

Vi você no ônibus hoje. O mais estranho é que eu estava fora dele. Por acaso olhei para as janelas e em uma delas encontrei você. Não estranhei o fato de que aquele ônibus estava indo para Curitiba e que provavelmente não faria o menor sentido você ali dentro numa quarta-feira. O mesmo cabelo, o jeitinho de se mexer, caras, bocas e sorrisos. Eu reconheço essas coisas, posso até dizer que tenho certa experiência. A mesma que me diz nós não vamos falar nunca mais. Sinto muito. Acho que ambos sabemos que precisa ser assim. Né?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Análise na pista

Três moças resumiram o meu jeito de ser em apenas uma frase cada. Duas delas já viraram posts aqui. Primeiro, aquela que disse que nem cafajeste eu sabia ser. Certeira, a menina. Depois, a que no meio da baladinha, enquanto estávamos juntos, percebeu e diagnosticou “você é tímido, né?”. Parecia que eu tava nu, de meia do batman.

Pra completar o ciclo ‘fróide-baixa-nas-moça-da-pista-de-dança’, numa noite no verão de 2007, entre um rock moderninho e outro, a moça vem, putíssima, me encara e fala de uma vez só.

- Tu se acha, né?

Eu morro e não ouço tudo.

Irresistível

A viagem de volta a Joinville estava sendo mais longa do que o esperado por causa de problemas com a estrada na região de Itajaí. Pelo menos foi isso que eu entendi entre uma piscada e outra na manhã de hoje, dentro daquele ônibus da Catarinense que saiu de Florianópolis às 9h, prometia me deixar na rodoviária às 11h, mas só chegou 14h. Pelo menos poderia tirar um pouco do sono atrasado do final de semana.

Dormia com música nos ouvidos, como em todas essas viagens de ida e volta à ilha. Não é de propósito, mas gosto muito de quando a música que está tocando faz parte dos sonhos. Vocês sabem que esse blog só tem atualização contínua porque eu sonho muito e me meto a contar aqui. Pois bem, aconteceu de novo.

Mas o post não é sobre sonho. É sobre uma banda apaixonante que uma pessoa apaixonante me indicou. Incluí a música deles que mais me chamou atenção entre as que me acompanhariam no final de semana. Na volta, eu dormia, sonhava alguma coisa que tinha a ver com a minha mãe. Conversávamos sobre alguma coisa, não sei o quê.

Começou a tocar a música e ela entrou no sonho. Não lembro o que aconteceu antes e depois... mas naquela hora peguei a mãe e comecei a dançar feliz da vida com ela, rodando, rodando, rodando. Acordei em seguida, feliz.

A música é essa e ela tem um jeitinho de espírito da época...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Corrente, de novo

Recebi da Patrícia a mesma brincadeira que passei pra ela um tempo atrás e ela nem viu. Como acho divertido, vamos lá de novo:

1º) Pegue um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2º) Abra-o na página 161;
3º) Procure a 5ª frase completa;
4º) Poste essa frase no seu blog;
5º) Não escolha a melhor frase nem o melhor livro;
6º) Repasse para outros 5 blogs.

A estante é perto da cama. Pra não trapacear, fechei os olhos. Saiu isso:

"eu tinha apenas uma das mãos para dirigir."

Vou cuspir no seu túmulo
, de Boris Vian.

Desta vez, não repasso o abacaxi, hehe. Ou melhor... vou passar pra um blog só, que eu não conhecia da outra vez:

- Nosce te ipsum

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Diálogos absurdos

Amiga diz:
Upi
Amiga diz:
estou com um tremendo conflito interno por sua causa
hauhauhauhauahauhua
upiara diz:
pq?
Amiga diz:
porque vc não pode ser indie, eu não posso amar um indie
hauhauahauhauahuahauhauaha
brincadeira brincadeira
não vai ficar bravo
upiara diz:
agora vc me deixou numa sinuca de bico
pq se eu disser: "nao sou indie", automaticamente viro indie
=(
Amiga diz:
pois agora
eu e o Carioca chegamos à conclusão que vc é meio indie
haha
upiara diz:
ah.. certamente...
mas eu nao posso reconhecer
pq aí eu deixo de ser indie
pra ser indie wannabe... o que é bem pior