sábado, 31 de janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Aleatório

"De acordo com o professor Schianberg, o desejo de se apoderar por completo do outro é uma das doenças mais comuns do amor. É o resfriado das moléstias amorosas, segundo ele. O problema, Schianberg escreveu, é permitir que se transforme em gripe crônica. Costuma ser letal."

Marçal Aquino
Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
página 76

Um lance de dados

O Alexandre me passou esse meme que consiste em listar seis coisas aleatórias sobre a própria vida. Como gosto bastante do tema, o dificil foi parar no sexto item.

1 - Nasci em Vacaria. Morei com minha mãe em Buenos Aires, com meu pai em Porto Velho, comigo em São Paulo e Joinville. Mas minha casa é Florianópolis, porque é a cidade pra onde sempre volto depois disso tudo.

2 - A minha primeira camiseta do Grêmio foi presente do meu pai, logo que nasci. A última, também, agora em dezembro.

3 - Dependendo da fonte, "upiara" pode ser "o descendente", "inimigo", "príncipe da mata" ou "aquele que luta contra o mal". Mas quando perguntam, só informo o primeiro possível significado.

4 - Não como coisas verdes e nem almoço sem coca-cola.

5 - Resolvi ser jornalista na oitava série, depois de escrever um artigo sobre a violência das torcidas organizadas para o jornalzinho da Escola da Ilha.

6 - Aprendi a ler e escrever em espanhol, em um colégio argentino. Mas aprendi a gostar de ler em bom português, com Marcos Rey e a coleção Vagalume. Anos depois, fazendo a quarta série em Vacaria, troquei as aulas de religião por tardes na biblioteca da escola - onde dei cabo da coleção.

O próximo passo é passar adiante para outros seis blogueiros. Os escolhidos:

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Espera

Ando tão a flor da pele que até beijo de novela das sete me comove. Eu não sei se a frase é plágio ou paródia, mas é por aí. Se existe o inferno astral no período que antecede o aniversário, deve existir algo semelhante nos dias anteriores às férias. Semelhante, nada. É muito pior.  O cansaço acumulado por meses de ponto batido, as reclamações diárias do trabalho, a azia que insiste em acompanhar a pessoa durante todo dia e parte da noite. Some-se a essa alquimia todas as dúvidas que ficam na cabeça quando a gente conhece alguém e não sabe o que esperar dela. 

Boa essa palavra: esperar. 

Falta uma semana para eu sumir daqui por quinze dias. Espera, Upiara.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cosmética

Hoje o blog muda de nome. Nada demais, só estava cansado de ver o meu nome ali em cima. Já basta a foto photoshopada e metida à besta à direita.

Atualização: Já que era pra mexer, resolvi mudar mais coisas. A foto se foi e entrou essa colorida homenagem aos meus 17 anos. Serve de início das comemorações dos dez anos de entrada na universidade, a serem completados dia 12 de abril. Mas a idéia mesmo era acabar com o espelhamento desse blog com o repórter u - que também sofreu mudanças. 

A, a-ado, cada um no seu quadrado, já dizia a filósofa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Experiências

Tenho uma série de frases feitas que não canso de repetir. Sobra casamento, por exemplo, tenho duas. A mais antiga, "vou casar aos 70 anos com a minha enfermeira", e a outra, derivada da primeira mas um pouco mais canalha: "a mulher com quem vou casar ainda nem nasceu". Quem já conversou comigo sobre o assunto deve ter ouvido uma, outra ou as duas. 

Bom, o assunto não é esse. Voltando às frases feitas, sempre que eu explicava porque queria tanto morar sozinho, dizia que se deixasse de lavar a louça seria um problema só meu. Agora, praticamente um mês morando sozinho e com uma pia cheia de louça de uma semana, descubro que o problema é mesmo só meu.

Só estou escrevendo esse texto porque acabei de protagonizar uma das cenas mais bizarras dos meus 26 anos e meio. Enchi de inseticida a lixeira da pia onde estavam depositados os restos de comida da última semana. Espero que aqueles vermes tenham morrido e que não se transformem em algo maior até amanhã de manhã, quando pretendo descer o lixo. 

Já briguei com o Upiara e ele prometeu nunca mais deixar a situação chegar a esse ponto.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Randômico

Sérgio Sampaio está cantando uma música que acabei de conhecer e não pára de repetir que tudo é tão verde em seus olhos, não dá para não ver. Ouvir isso me deu vontade de seguir sem pular a ordem randômica do iTunes e ver se mais frases se encaixam. Por exemplo, agora o Lobão diz que a gente se espanta com a realidade e se agarra em qualquer ficção. Não entendi.

A deusa urbana de Caetano fez mais sentido. Tenho medo dele, tenho medo dela, os dois juntos onde eu não podia entrar. O que Chico pode responder? Basta ver um rabo de saia pro bobo se derreter...

Como podem vir em seguida aqueles barulhentos da Cachorro Grande dizendo estarem cansados das mais inibidas? Que exagero. Melhor voltar trinta anos e me misturar à semi-riponguice de Ronnie Von e pensar que enquanto o sol brilha pra mim há sombra além. Mas não fez sentido de novo.

Melhor começar parágrafo. Erasmo canta que eu, você, nós dois já temos um passado, meu amor. Mas acho que não, ainda não. Um amor sem beijo e sem resposta, tenta encaixar Tom Zé, em meio à música dos Paralamas. A Graforréia recomenda chamar o meu benzinho com meu grito de Tarzan. Uhm...

Wander, cantando Stuart, diz que não se importa com amores desperdiçados. Acho que eu também não. Intrometendo-se, em língua estrangeira, Fito Paez insiste o contrário pues ellos sólos puedem más que el amor.

A Plebe Rude aparece quebrando o clima, porque ainda tenho isso? Contrato milionário, grana, fama e mulheres, nada a ver com o momento. Querem acabar comigo e nem mesmo sei por quê, né Roberto? O pessimista Odair José já vem dizer que hoje você está distante porque não precisa mais de mim. Quando precisou? O Ronnie volta para dizer que antes do meio-dia o sonho é ilusão. E quando passa dessa hora?

E lá vem Bethânia, citando Roberto, pra lembrar que você tem todas as coisas que eu sonhei pra mim e notando os olhos de uma cor que ninguém mais possui. Olhos, como no começo do texto. Gostei, Bethânia. É quando o Lobão volta para lembrar que passa das duas e que não é só porque choveu que estou triste assim.

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Tracklist

Lobão – O diabo é deus de folga
Caetano Veloso – Deusa urbana
Ronnie Von – Tristeza num dia alegre
Erasmo Carlos – Saudosismo
Paralamas & Tom Zé – Navegar impreciso
Graforréia Xilarmônica – Grito de Tarzan
Odair José – As noites que você passou comigo
Lobão – Depois das duas 

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A lista obrigatória

Tentei, tentei, juro que tentei. Mas não consegui fechar um top 10 músicas de 2008.  Segue abaixo, muito preguiçosamente e quase sem comentários o que me tocou no ano que passou e vai fazer pouca falta...

1 - Little Joy - Brand New Start
Onde eu estiver - fila de banco, ônibus lotado, jornal na hora do fechamento -, basta tocar essa graça da nova banda de Rodrigo Amarente e Fabrizio Moretti que me teletransporto para uma rede. E lembro que preciso colocar uma rede na sala do meu apartamento. 



2 - Beck - Modern Guilt
Já tinha desistido do Beck e acho que não era só eu. Modern Guilt me fez lembrar do que eu já gostava e acreditar que pode vir coisa melhor pela frente.



3 - Last Shadow Puppets - The age of the understatement
É um Arctic Monkeys metido à besta e que não funciona na maior parte do disco. Mas funciona nessa faixa e basta.



4 - Franz Ferdinand - Ulysses
O disco sai oficialmente no dia 26 e vazou anteontem. Ulysses entra aqui por ser presença mais do que constante no meu fone de ouvido desde o final do ano. Delícia.



5 - Marcelo Camelo e Mallu Magalhães - Janta
Mallu adoça o aparentemente chato disco do Camelo. A faixa tem aquelas letras bobas que ele fazia no começo dos Hermanos, chegando a lembrar as que não entraram no primeiro cd e apareceram em voz e violão tempos depois. Ficam bem juntos, o barbudo e a menina.



6 - Mallu Magalhães - Don't Look Back
Não é a versão do cd (saiu cd? preciso escrever 'não é a versão do celular'?), que ficou pretensiosa, com excesso de "produtite". É a que ela gravou para a Tramavirtual, mais simples e cheias de risadinhas. 



Resgate de 2008

The Turtles - Happy Togheter (1967)
Será que eu nunca ia ouvir isso se não fosse aquele comercial da Volkswagen?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Contra-reforma ou contrarreforma?

À direita, logo abaixo da foto do dono do blog, um aviso de que as tremas continuam com fluxo livre por aqui. É minha manifestação solitária contra essa besteira que vai atormentar o começo de 2009 de toda a classe jornalística - entre outras.

Dá até vontade de derrubar também a reforma de 1971 e começar a escrever "comêço", "tôda", "pràticamente" e "cafèzinho".  Muito mais elegante que essa "jiboia" que querem nos aplicar. É cada idéia. Ops, ideia. Não! Idéia.

Mêdo.