sexta-feira, 27 de julho de 2007

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Alguém chegou a este blog, via google, através de uma intrigante pergunta:

"como se excita um rapaz de 15 anos?"

Olha, minha filha... eu, o leitor e até o google sabem que um rapaz de 15 anos se excita sozinho...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

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me apaixonei

quarta-feira, 25 de julho de 2007

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Aquela menina dos cabelos encaracolados
dos cabelos negros e encaracolados
dos olhos que brilham
eu quero ela pra mim
quero ela pra mim...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Reencontros e decisões

Passaram três anos da última vez em que se viram, naquela festa de poucos convidados em que foram apresentados e conversaram animadamente por pouco menos de meia hora. Ele não lembrava mais qual assunto provocara tanta risada e simpatia mútua, assim como não saberia explicar os motivos para tanto tempo passado sem um contato sequer – ainda mais em plenos anos 00 - a era da intimidade virtual. A pergunta coube a ela.

- Mas onde você andou esse tempo todo?
- Eu tive que ir embora. Me apaixonei por São Paulo, mas nunca fui correspondido. Eu sempre volto, sempre com flores novas e meu melhor sorriso. Mas ela nunca me acolhe...
- Ah... mas dessa vez vai dar certo...
- Estou aqui pra isso, pra dar certo e pra ter duas opções de balada no final de qualquer dia, haha.
- Espertinho...
- Por via das dúvidas, melhor pegar o seu msn...
- Eu não uso essas coisas.
- Como assim, não usa?
- Usei demais. Do mirc ao skype, passando pelo orkut e o fotolog. Até o dia em que cortei o cabo da banda larga com uma tesourinha de unha...
- Que drástica! Por que isso?
- Eu tava com saudade de mim...
- Como assim?
- Comecei a rever coisas que tinha feito dois, três anos antes, e achar muito melhor do que tudo o que estava fazendo. Comecei a lembrar das coisas que vivia antes e achar tudo mais intenso. Fiquei procurando motivos pra isso e tive a certeza de que culpa só podia ser daquele cabinho. Cortei.
- Funcionou?
- No começo foi estranho, mas depois que reaprendi a ler texto impressos e a ouvir músicas em discos e não em arquivos, eu reencontrei muito do tinha perdido...
- Agora eu entendo porque ficamos três anos sem contato...
- Espero que não se passem mais três.
- De jeito nenhum! Você me empresta a tesourinha?

sexta-feira, 6 de julho de 2007

História de não-acontecimentos

Estava sozinha, sentada no chão, escorada numa coluna, desenhado qualquer coisa em meio à confusão do campus universitário no horário entre o almoço e a primeira aula da tarde. Ele a viu e a reconheceu. Não de imediato, é péssimo fisionomista e não a via há um bom tempo... três meses talvez. Tinham se apenas falado uma vez, mas falaram bastante. Ela lhe contara coisas, mostrara o que tinha de melhor. Ele gostou.

Estava sozinha, sentada no chão, escorada numa coluna, desenhando qualquer coisa em meio à confusão do campus universitário. Ele queria chegar e falar: você lembra de mim? Mudara bastante nos três meses que passaram, mas continuava sendo alguém reconhecível. O mesmo sujeito tímido e desconfiado. Não foi falar, apenas passou ao seu lado, devagar. Ela não levantou a cabeça. Estava concentrada.

Estava sozinha, sentada no chão, escorada numa coluna, desenhando qualquer coisa em meio à confusão do campus universitário. Ele passou por ela e parou em frente aos murais em que os estudantes anunciam festas, vagas em apartamentos e bandas, vendem seus antigos videogames. Não queria nada disso. Arremetera, mas tentaria pousar novamente. Foi ao bar, comprou uma Coca-Cola e passou mais uma vez por perto, fingindo observar a vitrine da livraria. Ela não viu quando ele a encarou. Continuava concentrada.

Estava sozinha, sentada no chão, escorada numa coluna, desenhando qualquer coisa em meio à confusão do campus universitário. Ele tinha medo de incomodar, de interromper. Medo de ser recebido friamente. Ficar lá, em pé, com cara de bobo. Deu a volta, saiu de perto, foi procurar algum colega pra falar alguma bobagem. Sabia que de nada adiantava ficar andando em volta da moça, sem falar um oi sequer. Foi ao banheiro, lavou o rosto, se viu no espelho. Teve raiva e – decidido – saiu disposto a falar com ela. Seria fácil, o momento era mais do que apropriado: ela estava sozinha, sentada no chão, escorada numa coluna, desenhando qualquer coisa em meio à confusão do campus universitário.

Não estava mais quando ele voltou...